07/05/2021 às 08h37min - Atualizada em 07/05/2021 às 08h37min

OPINIÃO DE PRIMERA: Bolsonaro vem pela primeira vez como presidente para entregar ponte histórica sobre o Rio Madeira

Sérgio Pires
Gazeta Rondônia
COLUNA OPINIÃO DE PRIMEIRA: BOLSONARO VEM PELA PRIMEIRA VEZ COMO PRESIDENTE PARA ENTREGAR PONTE HISTÓRICA SOBRE O RIO MADEIRA - É a primeira vez que Jair Bolsonaro vem a Rondônia, desde que foi eleito Presidente da República, há mais de dois anos. Na sua única visita, ainda como candidato, foi carregado nos braços do povão, que acorreu aos milhares ao aeroporto Jorge Teixeira, para recebê-lo e ovacioná-lo, com cenas, aliás, que se repetiram por praticamente todo o Brasil, na campanha que o levou ao Planalto. Aquela visita de 31 de agosto de 2018 ficou na história do Estado, pela enorme manifestação que se assistiu nessas terras de Rondon. Nesta sexta, quando chegar para inaugurar oficialmente uma das maiores pontes já construídas pelo Dnit no país inteiro, na Ponta do Abunã, certamente haverá muita gente para ver o Presidente, mas não se sabe se, pelo cerimonial, ele sairá da Base Aérea, para cumprimentar a população. Bolsonaro deve chegar por volta das 9h30  – no horário local – no aeroporto Jorge Teixeira. Será recepcionado por autoridades, lideradas pelo governador Marcos Rocha – e depois seguirá, de helicóptero, numa viagem de aproximadamente 350 quilômetros, até a Ponta do Abunã, onde entregará a gigantesca e histórica obra, aquela que permitirá a ligação por terra, pela primeira vez, de todo o Brasil, do extremo sul ao extremo norte e até nossas fronteiras. A partir das 10h30 deve começar – obviamente com o atraso contumaz desse tipo de evento – a festa da inauguração. Lá sim, deverá haver um público enorme, já que várias caravanas, incluindo em torno de 300 motociclistas, irão ao local, para homenagear o Presidente.

A presença de milhares de pessoas, previstas para o acontecimento, com muitas autoridades, empresários, lideranças políticas e, principalmente, o povo, darão, certamente, o tom do apoio que Rondônia tem dado ao governo que tenta consertar um país, quase destruído pelo petismo e seus aliados, em quase duas décadas. A inauguração da ponte será simbólica também em outro contexto: ela faz parte do rol de mais de 20 mil obras públicas paralisadas no país, até há cerca de dois anos atrás e que, muitas delas, estão agora sendo finalmente entregues. A ponte do Abunã, planejada há décadas, começou em 2014 e só está concluída após seis anos, incluídas aí várias paralisações. O Brasil (e principalmente nosso vizinho Acre), estão sendo presenteados com uma obra gigantesca, que oficialmente custou em torno de 160 milhões de reais, mas sem contar os aditivos, que representa a forma como a atual administração do nosso país está tratando a coisa pública. Temos sim que comemorar e aplaudir.
 
UM EVENTO POLÍTICO IMPORTANTE, NO CONTEXTO DA ABERTURA DA PONTE: Um efeito colateral da visita do Presidente, será a questão política. A quem ele dará mais atenção? Ao governador Marcos Rocha, seu aliado de primeira hora, que desde o primeiro momento tem sido parceiro do governo central? Ou ao senador Marcos Rogério, candidatíssimo à sucessão de Marcos Rocha, que, membro da CPI da Pandemia, tem sido o maior defensor governista? Como Bolsonaro vai tratar os senadores acreanos (Marilza Gomes, do PP; Márcio Bittar, do MDB e Sérgio Petecão, do PSD), de quem tanto precisa na questão da CPI e outros assuntos importantes no Senado? E como vai se relacionar com seus adversários políticos?  Confúcio Moura, do MDB fica em Brasília, mas  Acir Gurgacz, do PDT estará presente.  Enfim, a festa da ponte poderá ser muito mais que uma simples inauguração de uma grande obra. Pode mostrar também quem poderá contar com Bolsonaro, na hora das urnas, em 2022.
 
MAIS DE 200 MIL VACINADOS: COMEÇA A DIMINUIR FORÇA DO VÍRUS: A quinta-feira já trouxe mais preocupação do que a quarta, nos números envolvendo a Covid 19 no Estado, principalmente em relação aos novos contaminados (947), embora o número de óbitos (16) tenha sido muito abaixo da média das semanas anteriores. Segundo o Boletim 412, que foi divulgado pela Secretaria de Saúde do Estado por volta das 19 horas, a situação piorou muito apenas nos novos casos. No Boletim anterior, o de número 211, da quarta-feira, o resultado foi alentador. Embora se lamente muito as 14 mortes registradas, elas representam uma queda que representa mais de quatro vezes a média dos óbitos que estavam sendo registrados há bem poucos dias atrás. O número de internados (543) da quarta-feira, foi também um dos menores das últimas seis semanas. Outro dado importante: estão caindo cada vez mais acentuadamente, chegando a perto do zero, o número de casos de idosos com mais de 80 anos, mortos pela doença, nos últimos dias. Claro que uma série de fatores estão ajudando, como o grande número de testes já feitos no Estado (quase 574 mil até agora); o início do tratamento imediato e a quarentena, quando a pessoa tem resultado positivo, mas, obviamente, o que mais influiu nessa queda foi, sem dúvida, a vacinação. Até a noite desta quinta, já tínhamos mais de 200 mil vacinados com a primeira dose e outros 88 mil com a segunda. É por aí, o caminho.
 
HÁ MAIS 37 MIL VACINAS, MAS NÃO A CORONAVAC PARA A SEGUNDA DOSE: Por falar nisso, chegaram mais 37.090 doses de vacinas, nesta quinta. Em pouco mais de 12 dias, Rondônia recebeu nada menos do que 120 mil doses para atender sua população. Se lamenta apenas que, desse total, apenas 800 delas tenham sido da Coronavac, tão necessária nesse momento para a segunda dose, cujo prazo já está esgotando. Como nesta quinta, o Butantã liberou mais 1 milhão de doses da vacina chinesa, pode ser que, ao menos algumas poucas venham também para Rondônia, para completar a segunda dose, tanto na Capital como em outras onze cidades onde ela está faltando. Das mais de 37 mil nova doses que vieram, a grande maioria é da Oxford/Astrazeneca, com 28.900. Já da Pfeizer, serão 8.190 doses. Tão logo cheguem, essas novas vacinas serão distribuídas, proporcionalmente, a todos os municípios do Estado, para a aplicação de duas doses. Com relação a Caronavac, há uma expectativa da Sesau que possam vir, entre esta sexta e o sábado, pelo menos um bom lote da vacina, para aplicação da segunda dose nos que estão aguardando por ela, na Capital e interior. Só em Porto Velho, estão faltando mais de 6 mil doses.
 
COMÉRCIO ESPERANÇOSO COM VENDAS PARA O DIA DAS MÃES: A segunda principal data do ano, para o comércio, chega com esperança de que as coisas comecem, ao menos um pouco, a dar uma melhorada, no contexto da recuperação das vendas. Depois de longo e tenebroso inverno com fechamentos, reaberturas parciais, novos fechamentos e retornos, os lojistas que sobreviveram (e não foram todos!) se apegam a essas datas comemorativas, para começarem a recuperação de suas perdas. A perspectiva das entidades do comércio (CDL, Fecomércio) é de que haja pelo menos um crescimento de 5 por cento, sobre os números de maio do ano passado, quando a pandemia começava a crescer. É um número que está na expectativa também em nível nacional. Lojistas estão torcendo para que tudo dê certo, até porque o momento tem sido positivo, com o início de uma queda, mesmo que modesta, dos números de contaminados e vitimados pela Covid 19. O Porto Velho Shopping também terá muitas promoções, tentando atrair o consumidor para as compras do Dia das Mães. Há sim, uma luz no fim do túnel, para o comércio rondonienses e brasileiro.  
 
A GUERRILHA URBANA DOMINA OS MORROS DO RIO: 25 MORTOS NUM CONFRONTO: Vinte cinco mortos no Morro do Jacarezinho. A guerrilha urbana, que já domina as favelas do Rio de Janeiro há longos anos, comandando uma guerra civil e de domínio contra a população mais pobre, principalmente, mantida sob o domínio do medo, está preparada para enfrentar as forças de segurança. Fortemente armadas, com fuzis, metralhadoras, inclusive as que podem derrubar aviões, com granadas e todo o tipo de armas que se possa imaginar, as facções criminosas usam táticas de guerrilha, arrebatando inclusive crianças para o tráfico. A polícia entrou na favela, um policial foi morto e muitos dos bandidos também o foram, porque responderam com a mesma violência, matando um PM e atirando sem se preocupar quem poderia ser atingido ou não. De quem é a culpa de tudo isso? Na essência, da politicagem, da criação de leis que, em nome de direitos humanos, protege o crime e a bandidagem; da falta de respeito com a população mais pobre, que vive sob o tacão desses facínoras; do discurso demagógico que faz de conta que assassino não é assassino; traficante também é gente e que o crime organizado não está entranhado na sociedade brasileira. Pobre Brasil, com esses políticos que tem, em sua grande maioria!
 
FALTA CONSTRUIR O HEURO, PORQUE EQUIPE COMPETENTE O JP TEM: Não há dúvida de que o Hospital João Paulo II tem sérios problemas de infraestrutura. A torcida geral é que, quando for construído o novo Pronto Socorro, o Heuro, toda a equipe que hoje atua ali, seja levada para a nova estrutura, porque daí se juntará um hospital novo e moderno, com alguns dos melhores, mais competentes e dedicados servidores da saúde pública. Se mesmo com todas as imensas dificuldades de um prédio decadente e sem condições ideais, todos os dias muitas vidas são salvas e ali estão, por exemplo, alguns dos melhores cirurgiões que se conhece em toda a região, é fácil deduzir o que eles poderão fazer com condições muito melhores e num hospital de pronto socorro novo e com os mais modernos equipamentos que se possa imaginar. O João Paulo é apenas um exemplo da qualidade dos profissionais médicos, como o cirurgião Marco Guedes, apenas para citar um dos grandes profissionais, além, é claro, da equipe competente de anestesistas, enfermeiros e auxiliares. Todos, sob o comando de outro médico competente e humano, como Fernando Máximo, podem sim levar a saúde rondoniense a outro patamar, quando o Heuro estiver concluído.
 
RECORDE NA BALANÇA COMERCIAL, NOTÍCIA IGNORADA PELA MÍDIA: Da série: notícias boas do Brasil que você não vai ler na grande mídia ou se houver alguma informação, será sempre de passagem, como se não tivesse importância açguma. O tema também tem participação de Rondônia. O mês de abril marcou um recorde histórico no comércio exterior brasileiro, graças a vários setores da nossa produção, mas, em grande parte, do nosso agronegócio. O país chegou ao maior superávit comercial de toda a sua história, com mais 10 bilhões e 350 milhões de dólares. Em números redondos, importamos 16 bilhões de dólares e exportamos mais de 26 bilhões. Nossos produtos do agronegócio – principalmente soja e carne – avançaram sobre os mercados internacionais, mas principalmente para a China, nosso maior cliente. A soja rondoniense, a carne, o café e outros produtos que se destacam na pauta da economia rondoniense, estão nesse pacote que formou o recorde nacional de exportações. O sucesso do comércio exterior brasileiro, deu um salto nos últimos dois anos, período do atual governo, o que não interessa à chamada grande mídia divulgar. Mas os números são indesmentíveis. Mesmo na crise da mais terrível pandemia que o mundo enfrenta em décadas, nosso país amplia suas vendas para o mundo, o que inclui também riquezas minerais, além do grande sucesso do nosso agronegócio.
 
UM SALÁRIO MILIONÁRIO, QUE COMPRA MEIO QUILO DE CARNE: Tem que se tirar o chapéu! Quem critica o comunismo, terá que engolir em seco, depois da decisão do presidente da Venezuela, Nícolas Maduro, em aumentar o salário mínimo no seu país para 7 milhões de bolívares, além de outros três milhões de outros acréscimos, o que pode elevar o ganho mínimo dos trabalhadores para 10 milhões de bolívares. Agora, chega-se ao fim da ironia. Com 7 milhões do dinheiro venezuelano, é possível comprar pouco mais de meio quilo de carne. Com os 10 milhões, se compra um pouco de farinha, meia dúzia de ovos e até um pedaço de queijo. Todo esse valor, que parece imenso, representa, aos valores de hoje, algo em torno de 22 reais e 20 centavos. Isso mesmo. Menos do que 4 dólares. Quem nada em dinheiro são os poderosos, os donos de tudo, o ditador e seu séquito, como sempre acontece em governos deste tipo. A multidão de famintos, que têm que procurar alimentos no lixo; que comem cães e gatos para não morrerem de fome; que assistem a seus filhos morrerem de inanição, esses são as vítimas, enquanto seus líderes discursam, falando em democracia. É esse regime que a minoria de representantes do PT, do PSOL, do PC do B e outros assemelhados defendem e querem implantar no nosso país. Aqui não, violão!
 
PERGUNTINHA: Se você pudesse falar com Bolsonaro, em sua visita ao Estado nesta sexta-feira e tivesse direito a um pedido, o que gostaria de pedir ao Presidente da República?
 
Sergio Pires

Sergio Pires

Sérgio Pires, experiente jornalista e que atua na SIC TV, onde apresenta aos sábados o programa Direto ao Ponto, e diariamente o "PAPO DE REDAÇÃO" na

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