16/03/2021 às 18h41min - Atualizada em 16/03/2021 às 18h41min

Ex-bicheiro é condenado a pagar R$ 300 mil por danos morais e pensão a filho de empresário que ele mandou matar

João Arcanjo Ribeiro terá que pagar pensão e indenização ao filho de Sávio Brandão até que o jovem que hoje tem 19 anos complete 25 anos.

Gazeta Rondônia

A Justiça condenou o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro a pagar pensão de R$ 22 mil ao filho do empresário Sávio Brandão, dono do jornal Folha do Estado, que foi morto a mando dele em 2002, além de R$ 300 mil de indenização, a título de danos morais em razão do filho não ter conhecido o pai. O G1 tenta localizar a defesa de João Arcanjo Ribeiro.

Ainda segundo a decisão da 6ª Vara Cível do Tribunal de Justiça (TJMT), a pensão deve ser paga até que o filho do empresário que hoje tem 19 anos, complete 25 anos.

A sentença é resultado de uma ação movida, a princípio pela mãe do jovem, que representava o filho à época menor de idade.

Ela casou-se com o empresário Sávio Brandão em setembro de 2001.

O filho do casal nasceu em fevereiro de 2002 e quando ele estava com sete meses de vida, o pai morto, em frente à sede do jornal Folha do Estado.

Arcanjo foi preso em 2003 acusado de mandar matar o empresário.

Em outubro de 2013, João Arcanjo, que já estava preso, foi julgado e condenado a 19 anos de prisão, como mandante da morte do empresário.

Sávio Brandão foi assassinado a tiros no dia 30 de setembro de 2002, em frente à sede do jornal Folha do Estado, no Bairro Consil, em Cuiabá. Dois homens em uma moto se aproximaram dele, que estava acompanhado de um amigo.

O homem que estava na garupa sacou uma pistola e disparou os tiros à queima roupa. A polícia aponta que a execução do empresário ocorreu devido às reportagens veiculadas no jornal de Sávio sobre negócios fraudulentos, irregularidades e jogatina ilegal que envolvia o então bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

Então principal suspeito do crime, João Arcanjo Ribeiro foi preso em 2003 em Montevidéu, no Uruguai, depois que foi deflagrada em Mato Grosso a operação Arca de Noé, para desarticular o crime organizado no estado. Ele foi extraditado para o Brasil por determinação do juiz Julier Sebastião da Silva, em 2006, e atualmente está preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), em Cuiabá. Fonte G1


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