28/03/2021 às 20h57min - Atualizada em 28/03/2021 às 20h57min

Adolescente Cerejeirense precisa fazer cirurgia de Escoliose Idiopática e família pede ajuda

Gazeta Rondônia
Gazeta Rondônia
A moradora do município de Cerejeiras (RO) Ranieli Oliveira de Souza, 15 anos, foi diagnosticada com Escoliose Idiopática, que é a curvatura lateral da coluna e precisará fazer uma cirurgia reparadora no dia 28 de abril na AACD de Ibirapuera, São Paulo.

Segundo Gisele de Oliveira Martins, mãe de Ranieli, o diagnóstico da adolescente foi tardio e atualmente ela tem um desvio 76° na torácica e 47° na lombar.


 
”Quando a Ranieli era pequena vimos que ela tinha a pisada torta, procuramos vários ortopedistas e nenhum detectou que o problema era escoliose, também procuramos vários pediatras e nenhum nos alertou sobre a escoliose. Aos 12 anos ela teve o estirão de crescimento nisso percebemos que a escapula dela estava saltada e novamente fomos a um ortopedista, em dezembro de 2018 na primeira consulta já nos deu o diagnóstico de Escoliose Idiopática do adolescente e pediu exame de Raio-X e para nossa surpresa ela estava com 49° e quando voltamos no retorno, o médico nos avisou, que o caso dela era cirúrgico, mas teríamos que esperar o crescimento dela terminar para fazer a cirurgia. Fomos orientados a voltar no ortopedista a cada 6 meses e ele prescreveu que ela fizesse RPG e Pilates e exercícios de fortalecimento para coluna dela, imediatamente contratamos um plano de saúde caso ela realmente ela precisasse operar, mas em minhas pesquisas na internet descobri o colete 3D e um fisioterapeuta  que fazia exercícios específicos para cada paciente em Campinas-SP fomos pra lá em março de 2019, onde foi feito um novo Raio-X e os graus de 49° subiram para 60° em 3 meses voltamos para casa já com o colete e a cada 3 meses meu esposo Fábio Martins de Souza e a Ranieli voltavam para Campinas para o ajuste do colete e novos exercícios, durante o ano de 2019 foram 3 viagens, o colete segurou a curvatura dela em 60°graus, em março de 2020 ela  tinha uma nova consulta e também iria trocar o colete que estava ficando pequeno. Mas fomos surpreendidos pela pandemia, os aeroportos fecharam a clínica também e não conseguimos trocar o colete dela que ficou pequeno e apertado, ela teve que parar de usar e as dores dela foi aumentando e percebemos que a escoliose também havia aumentado e em outubro de 2020 meu esposo foi com ela em São Paulo consultar com um cirurgião que pediu um novo Raio-X e os graus dela de 60° foram pra 76° na torácica e 47° na lombar e suas dores foram aumentando então nesse período o cirurgião fez o pedido de  cirurgia e infelizmente nosso plano de saúde negou em razão da carência.”  Esclareceu Gisele.
 
“Em fevereiro de 2021 foi feito novo pedido de cirurgia e dia 25 de março me ligaram já com a data da cirurgia agendada para o dia 28 de abril na Associação de Assistência à Criança Deficiente - AACD de Ibirapuera-SP, quem puder nos ajudar para que nossa filha Ranieli tenha uma qualidade de vida melhor, sem dor e sem que a curva aperte seus órgãos. Estamos fazendo uma vaquinha virtual pra custear nossos gastos lá em São Paulo onde vamos passar 2 meses até ela conseguir viajar de volta pra casa.” Afirmou Fábio Martins.
 
COLABORE COM VAQUINHA VIRTUAL

Vaquinha em prol da Ranieli Oliveira de Souza. Somos de Rondônia, precisamos de ajuda para custear os gastos com moradia, alimentação e transporte em São Paulo onde será realizada a cirurgia de Escoliose da Rani.

Todo valor é bem vindo e seremos eternamente gratos.

Para quem preferir, deixaremos aqui a disposição pix e conta poupança:
 
PIX: 856.841.711-68
 
Banco do Brasil:
 
Conta Poupança: 19058-6
 
Ag: 2197-0
 
Variação: 51
 
Fábio Martins de Souza
 
CPF: 856.841.711-68

http://vaka.me/1939641
 


A escoliose idiopática é a curvatura lateral da coluna


A escoliose idiopática é a forma mais comum de escoliose e pode ser vista em 2 a 4% das crianças entre as idades de 10 e 16 anos. Meninas e meninos são igualmente afetados, porém a probabilidade de evoluir com necessidade de tratamento é 10 vezes maior nas meninas.

Fatores genéticos contribuem com cerca de um terço do risco de desenvolvimento da doença. Mutações nos genes CHD7 e MATN1 foram implicadas em alguns casos.
 
Sinais e sintomas

A primeira suspeita de escoliose pode ser a visão de um ombro mais elevado do que o outro ou quando as roupas não se alinham corretamente, porém é mais frequentemente detectada durante exame físico de rotina. Outros achados incluem discrepância aparente do comprimento das pernas e assimetria da parede torácica. Os pacientes podem, inicialmente, relatar cansaço na região lombar após ficarem sentados ou de pé por tempo prolongado. Dores musculares nas costas em áreas de tensão (p. ex., no ângulo lombossacral).
 
Diagnóstico

Radiografia da coluna: A curva é mais pronunciada quando os pacientes se curvam para a frente. A maioria das curvas é convexa para a direita na região torácica e para a esquerda na região lombar, de modo que o ombro direito fica mais elevado que o esquerdo. Exames radiográficos devem incluir incidências anteroposterior e lateral da coluna.

Quanto maior a curva, maior é a probabilidade de progressão após a maturação esquelética. Curvas > 10° são consideradas significativas. O prognóstico depende do local e da gravidade da curva, além da idade de início dos sintomas. Intervenções significativas são necessárias em < 10% dos pacientes.

Tratamento

Fisioterapia e suporte algumas vezes, cirurgia. O encaminhamento imediato ao ortopedista é indicado quando a progressão do processo é preocupante ou a curva é significativa. A probabilidade de progressão é maior perto da puberdade. Curvas moderadas (20 a 40°) têm tratamento conservador (p. ex., fisioterapia e suporte) para prevenir deformidades futuras.

Curvaturas graves (> 40°) podem melhorar com cirurgia (p. ex., fusão espinal com barra de correção).

A escoliose e o tratamento dessa condição frequentemente interferem na autoimagem e na autoestima de um adolescente. Pode ser necessário aconselhamento ou psicoterapia.


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