29/04/2021 às 18h42min - Atualizada em 29/04/2021 às 18h42min

Família vive a perda de duas avós para Covid e o 'milagre' da alta do avô, após 94 dias internado

Gazeta Rondônia

Ter fé, acreditar em cura e milagres, nunca foi tão falado por pacientes e familiares deles como durante esta pandemia de Covid-19. Por causa dessa doença, conviver simultaneamente com a dor da perda de entes queridos e a alegria da recuperação de outros familiares e amigos, tem parecido mais próximo de cada um de nós.

A família do coach e apresentador de programa de rádio Marcelo Gonsales Martins, de 47 anos, convive desde janeiro do ano passado com de dor do luto e a alegria pelo que ele chama de 'milagre', devido à recuperação do pai.

"O meu pai internou no dia 19/12 e intubou no dia 20/12. A minha mãe internou no dia 20/12/20 , intubou no dia 21/12 e faleceu no dia 05/01/21. Vivemos um drama enorme pois o meu pai não ficou sabendo da minha mãe", conta Marcelo.

A dona de casa Romilda Gonsales Gomes Martins, de 67 anos, teve 80% dos pulmões comprometidos e não resistiu. Já o marido, o inspetor de Polícia Rodoviária Federal aposentado, Elbeciezer Simões Martins, 73 anos, tinha 70% dos pulmões tomados pelo novo coronavírus, foi desenganado quatro vezes e no dia 23 de março recebeu alta.

Uma das últimas fotos da família reunida — Foto: Marcelo Martins/Arquivo Pessoal

Uma das últimas fotos da família reunida — Foto: Marcelo Martins/Arquivo Pessoal

                                                            Uma das últimas fotos da família reunida — Foto: Marcelo Martins/Arquivo Pessoal

 

Entre a morte da mãe, a dona de casa Romilda Gonsales Gomes, e alta do pai, a família perdeu outro parente para a Covid: Marlene Prado. Ela era sogra do irmão de Marcelo. As duas avós não puderam conhecer a neta Antonella, que nasceu em 27 fevereiro e ganharia enxoval feito pelas mãos de Romilda.

A dor do luto pelas duas perdas para a Covid-19 em curto espaço de tempo se mistura à alegria pelo nascimento de Antonella e a alta de Elbeciezer, que para Marcelo, também é resultado da religiosidade da família. "Muita oração. Fé e milagre de Deus".

A também fé faz parte dos dias de Elbeciezer, só soube da morte da esposa em casa. "Ele chorou copiosamente e falou que a vovó delas foi morar no céu e que ela era a mulher da vida dele", lembra Marcelo.

Para a recuperação total de Eleciezer, foi montado uma estrutura hospitalar em casa. Está lúcido, mas ainda sem voz, porque está com a traqueostomia, se alimenta através da sonda gástrica e respira espontaneamente. Fonte: G1


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