06/06/2021 às 22h10min - Atualizada em 06/06/2021 às 22h10min

“Foi suficiente ele ficar preso”, diz egípcia assediada por médico brasileiro

Gazeta Rondônia
Metrópoles
A atendente egípcia assediada pelo médico Victor Sorrentino afirmou ter aceitado as desculpas do brasileiro por entender que “foi suficiente ele ficar preso”.

“No início, estava irritada, estava triste. Mas depois que a polícia o manteve preso por uma semana, eu disse que bastava”, afirmou a mulher.

A entrevista foi dada ao Fantástico, da TV Globo. Victor foi preso no dia 30 de maio no país africano, depois que ele publicou um vídeo em que faz perguntas com conotações sexuais à mulher.

A mulher aceitou o pedido de desculpas na segunda vez que foi procurada pelo assediador. A primeira tentativa de desculpas aconteceu um dia após a repercussão negativa do caso.

Nas imagens, que viralizaram nas redes sociais, o médico fala a uma vendedora: “Elas gostam é do bem duro. Comprido também fica legal, né?”. A atendente ri durante a fala do turista, sem entender o duplo sentido das frases. O caso ocorreu em 24 de maio.

Victor Sorrentino tem quase 1 milhão de seguidores nas redes sociais. Embora seja médico, defende o tratamento precoce contra a Covid-19,.

Mobilização

A exposição da mulher egípcia veio à tona devido uma mobilização internacional de ativistas de direitos humanos. Entre os responsáveis pela repercussão do episódio – ao lado de uma rede de mulheres – estão o empresário e artista plástico Fabio Iorio, radicado em Londres e o ativista Antonio Isuperio, morador de Nova York, e o jornalista Victor Drummond, que também vive no Reino Unido.

O movimento teve ainda a participação de inúmeras mulheres, grande parte militantes brasileiras, para pedir respostas à atitude do médico influenciador. As historiadoras Jovinha Rocha e Siá Milagres, assim como a advogada Janaína Silva e a professora Fabíola Oliveira participaram da marcha. A empresária Michelle Bastos, além de Luciana Cris ao lado de Bianca Sarah, que são mulçumanas, foram as responsáveis por acionar a rede feminina egípcia.

O conteúdo foi traduzido para o árabe por Patrícia Oliveira, influenciadora brasileira responsável pela página Vida no Egito, e compartilhado também por formadoras de opinião, como a atriz Suzana Pires, a jornalista Alexandra Loras, a apresentadora Fabiana Saba e a influenciadora Priscilla Rezende, do Instagram desin.fluencer.
 

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