Menina de 11 anos morre afogada após ficar presa em ralo de piscina

Gazeta Rondônia
12/01/2026 09h30 - Atualizado há 1 mês

Campinas (SP) registrou mais um caso trágico de afogamento envolvendo criança no fim de 2025. Anna Clara Soares de Britto, de 11 anos, morreu após ficar presa ao sistema de sucção de uma piscina localizada na casa dos avós maternos, no bairro Jardim Itaguaçu. Segundo o boletim de ocorrência, a menina permaneceu submersa por cerca de 16 minutos até ser retirada da água.

O acidente aconteceu no dia 26 de dezembro, mas o boletim policial foi acessado nesta sexta-feira (9). De acordo com o registro, Anna Clara brincava na piscina da chácara com uma adolescente de 15 anos quando apoiou as pernas na borda e acabou ficando submersa. Nesse momento, o cabelo da criança ficou preso ao equipamento de sucção da piscina.

Imagens de câmeras de segurança mostram a menina se debatendo por vários minutos dentro da água, sem que a movimentação fosse percebida pela adolescente ou por outros adultos que estavam no local. No momento do acidente, um homem realizava a limpeza da piscina.

Quando a situação foi notada, um dos adultos correu para desligar a bomba de sucção. Em seguida, outro homem entrou na piscina e, com o auxílio de uma faca, cortou o cabelo da criança para conseguir retirá-la da água. Apesar do resgate, Anna Clara já apresentava estado grave.

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A menina foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada ao Hospital de Clínicas da Unicamp, onde a morte foi confirmada. O caso é investigado por meio de inquérito policial instaurado na Delegacia da Infância e Juventude (DIJU) de Campinas.

Afogamento ocorre após aprovação do Projeto de Lei nº 156/25

O episódio ocorreu poucos dias após a Câmara Municipal de Campinas aprovar, em definitivo, o Projeto de Lei nº 156/25, conhecido como “Lei Manuela”, que proíbe o funcionamento de motores de sucção e obriga a instalação de dispositivos de segurança em piscinas de uso coletivo. A proposta faz referência a Manuela Cotrin Carósio, que morreu aos 9 anos após ter o cabelo sugado pelo motor de uma piscina em um resort da cidade.

Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) reforçam o alerta. Em 2023, 5.883 pessoas morreram por afogamento no Brasil. Entre crianças de 0 a 9 anos, 57% das mortes ocorreram em piscinas. Já entre crianças de 5 a 12 anos que sabem nadar, cerca de 28% dos afogamentos em piscinas estão relacionados à sucção da bomba.

O risco é ainda maior durante o verão, período que concentra 31% dos casos de afogamento registrados no país. O projeto de lei aprovado em Campinas ainda aguarda sanção do prefeito para entrar em vigor.

Fonte: Bacci Notícias.


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