Segundo a investigação, Thales agiu sozinho e planejou o crime. O prefeito Dione Araújo, avô das crianças, chegou à casa por volta da meia-noite do dia 11 de fevereiro, após conseguir acessar o imóvel com a senha.
De acordo com o delegado, o secretário já apresentava comportamento diferente durante um jantar com os pais, horas antes do crime. Testemunhas relataram que ele demonstrou um tom de despedida e atenção incomum, percepção que só ganhou significado após os fatos.
Ainda conforme a polícia, Thales comprou galões de gasolina em um posto depois de sair da casa dos pais. Ele espalhou o combustível na residência. Peritos encontraram um isqueiro ao lado da cama, o que indica a intenção de provocar um incêndio, embora ele não tenha ateado fogo.
A investigação reuniu depoimentos de 24 testemunhas e analisou outros elementos para reconstruir a cronologia. A Polícia Civil estima que os homicídios e o suicídio ocorreram entre 23h39 e meia-noite. As crianças estavam deitadas e receberam disparos na cabeça. Em seguida, o pai atirou contra a própria boca.
Segundo a Polícia Científica, Thales morreu no local. Os dois meninos chegaram a ser socorridos com vida. Miguel, de 12 anos, morreu no mesmo dia. Benício, de 8, passou por cirurgia, foi internado em UTI, mas não resistiu e morreu no dia seguinte.
Fonte: Surgiu.
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