PORTO VELHO: Vinicius Miguel destaca legado de inovação e queda de queimadas em balanço da SEMA

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O ex-secretário municipal de Meio Ambiente de Porto Velho, Vinicius Miguel, afirmou em entrevista à imprensa que sua gestão à frente da SEMA marcou uma mudança estrutural na política ambiental do município, com resultados concretos na redução de queimadas e no fortalecimento da governança ambiental.

Durante a conversa, Miguel destacou que a principal transformação foi a substituição de um modelo reativo por uma abordagem baseada em inteligência territorial, uso de tecnologia e atuação preventiva. Segundo ele, a criação do Escritório de Governança Ambiental permitiu integrar dados e secretarias, ampliando a capacidade de monitoramento e resposta do poder público.

“O município passou a agir antes que o problema se consolide. Isso muda completamente a lógica da política ambiental”, afirmou.

Entre os resultados apresentados, o ex-secretário ressaltou a expressiva queda de 87,35% nos focos de calor entre 2024 e 2025 — indicador diretamente associado ao avanço do desmatamento. Para ele, o dado reflete a combinação de monitoramento em tempo real, fiscalização mais eficiente e atuação integrada.

A entrevista também abordou o impacto do Projeto Sentinela Ambiental, que utiliza dados de satélite para identificar e responder rapidamente a ilícitos ambientais. De acordo com Miguel, a iniciativa contribuiu para aumentar o risco para infratores e reduzir a impunidade em áreas críticas.

Outro destaque foi a modernização do licenciamento ambiental, com a digitalização completa dos processos e eliminação do passivo. A chamada “fila zerada”, segundo ele, trouxe mais eficiência, transparência e segurança jurídica, além de reduzir distorções que favoreciam a informalidade.

A gestão ainda promoveu o endurecimento de normas, ampliou a fiscalização com uso de tecnologias como drones e GPS, e investiu em políticas de restauração ambiental, produção de mudas e incentivo a atividades sustentáveis, como sistemas agroflorestais.

Na entrevista, Miguel também ressaltou a importância da educação ambiental e da articulação institucional com órgãos como Ministério Público e governo federal, apontando esses fatores como essenciais para ampliar a eficácia das ações.

Apesar dos avanços, o ex-secretário alertou que Porto Velho segue como uma das áreas sob maior pressão ambiental na Amazônia, exigindo continuidade das políticas públicas para consolidar a redução do desmatamento.

“A queda é real, mas não está garantida. O desafio agora é transformar esse modelo em política de Estado”, concluiu.

Texto e foto: Carolina Mello.

FONTE: Assessoria