Pecuarista tem novilha abatida e furtada dentro de propriedade em Pimenteiras do Oeste

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Um pecuarista de 59 anos registrou, na tarde da última terça-feira (19), um boletim de ocorrência na Delegacia de Polícia Civil de Cerejeiras após ter sua propriedade rural invadida e um de seus animais furtado. O crime ocorreu na Linha 8, no município de Pimenteiras do Oeste. Ao vistoriar o pasto, o produtor encontrou apenas restos de sangue e as vísceras de uma novilha de aproximadamente 12 arrobas, confirmando que o animal foi abatido e carneado no próprio local.

O proprietário, que reside em Cerejeiras, relatou que havia visitado a fazenda pela última vez no sábado (16), ocasião em que a propriedade estava em ordem. A estimativa das autoridades é de que o crime tenha ocorrido entre o domingo e a segunda-feira (18).

Indícios de ação planejada

A análise preliminar da cena do crime aponta que o ataque foi estratégico e executado por profissionais. Próximo aos restos da carcaça, o pecuarista encontrou uma faca do tipo peixeira esquecida pelos criminosos, que deve passar por análise.

Investigadores identificaram rastros de pneus compatíveis com dois veículos distintos no local, que fica a cerca de 20 quilômetros da zona urbana de Pimenteiras do Oeste. A suspeita é de que o grupo tenha utilizado os automóveis para transportar a carne do animal imediatamente após o abate clandestino.

O produtor rural, que mantém a propriedade há décadas na região, forneceu à polícia registros fotográficos que mostram a crueldade do abate e o cenário de abandono deixado pelos invasores.

Investigação em andamento

Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido identificado ou preso. A Polícia Civil de Cerejeiras assumiu o caso e trabalha para descobrir se o furto foi um fato isolado ou se há a atuação de uma quadrilha especializada em abates clandestinos e furto de gado (abigeato) na região do Cone Sul.

As investigações continuam com o objetivo de identificar os autores do crime e rastrear o destino final da carne comercializada ilegalmente. Fonte: News Rondônia