Irmãs mais velhas do mundo são brasileiras, juntas somam 316 anos e recebem título
Sim, as irmãs mais velhas do mundo são brasileiras e acabam de receber um título que emocionou muita gente. Levita, de 109 anos, Zoraide, de 104, e Zulina, de 103 anos, foram reconhecidas pela organização internacional LongeviQuest como o trio de irmãs vivas mais velhas do planeta.
Juntas, as três somam impressionantes 316 anos de vida marcados por trabalho, união, superação e muito amor pela família. Nascidas em Cedro de São João, no interior de Sergipe, elas se mudaram para o Rio de Janeiro nas décadas de 1940 e 1950 em busca de oportunidades melhores. Hoje, vivem na zona norte carioca e seguem cercadas pelo carinho da família.
O reconhecimento internacional veio após uma pesquisa detalhada da LongeviQuest, organização especializada em estudos sobre superlongevidade no mundo.
Mais do que a idade impressionante, a trajetória das irmãs chama atenção pela força da união entre elas. Vindas de uma família humilde com oito irmãos, Levita, Zoraide e Zulina enfrentaram dificuldades financeiras, separações e o desafio de criar filhos praticamente sozinhas em uma época cheia de limitações para as mulheres.
Mas elas se ajudaram juntas e dizem que esta foi a fórmula para seguirem em frente. Enquanto uma trabalhava ou estudava, as outras cuidavam das crianças e ajudavam na rotina da casa.
Essa rede de apoio permitiu que os filhos e netos crescessem com acesso à educação e oportunidades profissionais.
A mais velha do trio, Levita, nasceu em 1917 e sempre assumiu o papel de cuidadora da família.
Além de trabalhar com crochê e costura, ela também atuou durante 12 anos nos bastidores da Rede Globo, participando de plateias de programas humorísticos e fazendo figuração em novelas.
Hoje, aos 109 anos, permanece acamada, mas segue lúcida e apaixonada pela leitura.
Zoraide, nascida em 1921, decidiu investir na educação e se tornou professora e enfermeira.
Ela estudou na tradicional Escola de Enfermagem Anna Nery, no Rio de Janeiro, conciliando carreira profissional com a criação dos cinco filhos.
Mesmo enfrentando perdas dolorosas ao longo da vida, construiu uma grande família com netos, bisnetos, médicos e advogados.
Já Zulina, a caçula das irmãs, aprendeu cedo a trabalhar com bordado e costura.
Após o fim do casamento, ela se mudou sozinha para o Rio levando apenas dois filhos e uma mala cheia de artesanato para vender nas ruas.
Mais tarde, com muito esforço, conseguiu reunir toda a família e ajudou os seis filhos a conquistarem diploma universitário. Hoje, aos 103 anos, ela ainda mantém rotina ativa, gosta de cozinhar e segue cheia de energia.
Atualmente, as irmãs brasileiras ocupam o posto de irmãs vivas mais velhas do planeta.
E mais do que um recorde, a história delas virou exemplo de resiliência, afeto familiar e esperança.
E o maior segredo da longevidade dessas três mulheres está justamente naquilo que nunca faltou entre elas: cuidado, união e vontade de seguir em frente.
Fonte: Só Notícias Boas.