Juíza realiza palestra com os temas: Acessibilidade, Inclusão e Neurodivergência no Tribunal de Contas de Rondônia

A magistrada Larissa Camargo Pinho defende uma nova cultura de justiça social e educação inclusiva

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Especialista em acessibilidade e inclusão, a magistrada Larissa Camargo Pinho defende que a transformação da educação começa pela gestão escolar e pelo compromisso com a equidade.

A construção de uma educação verdadeiramente inclusiva passa necessariamente pela liderança de gestores preparados para enfrentar os desafios da diversidade contemporânea. Foi com essa proposta que a juíza de Direito Larissa Camargo Pinho ministrou a palestra “Equidade, Diversidade e Inclusão: desafios contemporâneos para uma sociedade comprometida com a justiça social”, durante o Seminário Equidade, Diversidade e Inclusão para uma Cultura de Paz, promovido pela Escola Superior de Contas (ESCon), do Tribunal de Contas do Estado de Rondônia (TCE-RO).

Reconhecida nacionalmente por sua atuação na magistratura, na academia e na promoção da acessibilidade para pessoas neurodivergentes, Larissa conduziu uma reflexão sobre o papel da gestão escolar na construção de ambientes capazes de garantir não apenas o acesso à educação, mas também pertencimento, participação e aprendizagem.

A palestra apresentada aos gestores escolares está estruturada em três eixos: Transformação Social e Equidade; Justiça Social, Inclusão e Neurodiversidade; e Cultura de Paz e Gestão Escolar. 

Durante sua exposição, a magistrada destacou que a sociedade mudou profundamente nas últimas décadas e que a escola precisa acompanhar essa transformação.

“A escola do século XXI não será lembrada apenas pelo que ensinou, mas por quem conseguiu incluir.” 

Segundo Larissa, a inclusão deixou de ser um tema restrito à educação especial e tornou-se um indicador da qualidade da própria educação. A palestra apresentou conceitos atuais sobre neurodiversidade, equidade e acessibilidade, além de discutir estratégias práticas para que gestores promovam ambientes educacionais mais acolhedores, respeitosos e eficazes.

Outro ponto de grande impacto foi a abordagem sobre a realidade das mães atípicas, frequentemente invisibilizadas nas políticas públicas. Com base em estudos científicos, a juíza demonstrou que o acolhimento dessas mulheres também influencia diretamente a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças, reforçando que cuidar da família é também uma forma de fortalecer a inclusão escolar. 

A magistrada também chamou a atenção para aquilo que definiu como “a arquitetura invisível da inclusão”: elementos muitas vezes ignorados pelas instituições, como linguagem acessível, previsibilidade, acolhimento, comunicação clara, cultura institucional e sentimento de pertencimento.

“Toda escola produz inclusão ou exclusão todos os dias, mesmo sem perceber”, afirmou durante a palestra". Afirmou.

O evento integrou a programação do MBA em Gestão Escolar da Escola Superior de Contas, iniciativa que busca fortalecer a governança educacional, incentivar políticas públicas baseadas em evidências e contribuir para a melhoria da qualidade da educação em Rondônia. O programa tem como foco temas como equidade, diversidade e inclusão, alinhados às diretrizes contemporâneas da gestão pública educacional. 

Ao final, Larissa deixou uma mensagem que sintetiza a essência de sua atuação institucional:

“Transformar a educação é transformar pessoas. E transformar pessoas é o caminho mais seguro para transformar a sociedade.” Disse.

A palestra reafirma a trajetória da magistrada como uma das principais vozes na defesa da justiça social, da acessibilidade e da construção de instituições mais humanas, demonstrando que a inclusão não é apenas uma política pública é um compromisso ético com a dignidade de cada pessoa.  

Para Izabel Cristina, presidente coordenadora da AJEB Rondônia, a escritora Larissa Camargo Pinho defende   com maestria a acessibilidade.

“A inclusão é fundamental para promover   o conhecimento   com a sociedade.  E além disso, a doutora Larissa é referência em várias obras com temas variados na justiça social e acessibilidade lançadas no Brasil e no exterior”. Destacou

Fonte: Assessoria: AJEB-RO.