24/11/2022 às 09h17min - Atualizada em 24/11/2022 às 09h17min

Mulher que matou o marido e congelou corpo no freezer, se entrega a polícia e dá detalhes do crime

Gazeta Rondônia

A mulher que confessou ter matado o marido e escondido o corpo dele no freezer de casa deu detalhes sobre o crime à Polícia Civil. Após ministrar medicamentos para que a vítima dormisse, a pedagoga Claudia Fernanda Tavares Hoeckler, 40, contou que o imobilizou amarrando seus pés e braços com cordas.

O motorista Valdemir Hoeckler, 52, tentou reagir enquanto a esposa o asfixiava com um saco plástico. Mas não conseguiu se desvencilhar, segundo o relato dela à polícia. O assassinato ocorreu no dia 14 de novembro em Lacerdópolis (SC), mas o corpo só foi encontrado no sábado (19), cinco dias após o crime.


Em outro relato, feito em vídeo pela defesa de Claudia, ela disse que não queria que o marido sofresse.

Em entrevista ao canal Beto Ribeiro, do YouTube, dada antes de ser presa, ela disse que cometeu o crime porque era agredida e ameaçada pelo marido. Remédio para dormir e cordas para imobilizar.

Por volta das 23h de 14 de novembro, Claudia contou que deu três comprimidos para que o marido adormecesse.

O medicamento foi encontrado ontem em uma perícia feita pela Polícia Civil no local do crime. Após perceber que o marido havia adormecido, a pedagoga disse ter amarrado pernas e mãos dele para imobilizá-lo.

“Ela lidou com gado de leite [antes de começar a trabalhar como pedagoga]. Então, sabia como manear uma vaca [técnica usada para imobilizar]. Ela o amarrou porque sabia que, se não conseguisse, ele poderia reagir e ela iria ser morta”, disse o delegado Gilmar Antônio Bonamigo, da comarca de Capinzal (SC), município vizinho de Lacerdópolis. Ele é o responsável pela investigação do caso.

Vítima tentou reagir. Após colocar uma câmara de pneu no pescoço do marido, Claudia disse ter começado a asfixiá-lo com o auxílio de um saco plástico, pressionando a boca para sufocá-lo.

Mas disse que Valdemir tentou reagir.

 
“Ele se desvencilhou. Mas ela conseguiu segurá-lo com uma mão. E, com a outra, pressionou a boca. Em pouco tempo, ele perdeu os sentidos e morreu”, detalhou o delegado, com base no relato da pedagoga.

Como ela colocou o corpo no freezer. Claudia disse à Polícia Civil ter tido dificuldade para esconder o corpo. “Ela não sabia o que fazer com o corpo e tomou a decisão de colocá-lo no freezer”, contou o delegado Gilmar Antônio Bonamigo.

Em uma primeira tentativa, disse ter usado cobertor embaixo do corpo para levantá-lo. Mas não conseguiu. Ela disse em depoimento à polícia ter usado uma cadeira a até a máquina de lavar como apoio para erguer o corpo e colocar no freezer.

 
“Depois disso, ela fez o que deveria fazer, como se fosse seguir a vida normalmente. E partiu para aquele encontro que iria fazer com as professoras”, disse o delegado.

Antes de se entregar à Polícia Civil na última segunda-feira (21), Claudia disse que decidiu matar o marido após ele agredi-la e ameaçá-la de morte após negar um pedido para ela fosse a uma viagem com outras professoras do local onde trabalhava.
 
“Eu pensei: ‘já que alguém vai morrer, então seja você.'”

Fonte: UOL.


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