16/03/2021 às 12h10min - Atualizada em 16/03/2021 às 12h10min

Empresários divulgam carta aberta aos gestores públicos e pedem fim de restrições severas para as empresas em Cerejeiras

Documento solicita também vacinas anti-covid e mais UTIs em Rondônia

Gazeta Rondônia
Assessoria
Os empresários do município de Cerejeiras (RO) divulgaram uma carta aberta endereçada às autoridades políticas estaduais e municipais na manhã desta terça-feira (16). O documento, assinado em nome dos empresários, foi divulgado pela Associação Empresarial de Cerejeiras (ACIC).

Na carta aberta, os empresários cobram do governador de Rondônia, Coronel Marcos Rocha (sem partido), e da prefeita, Lisete Marth (PV), dentre outras autoridades, medidas em face ao atual cenário de restrição da atividade empresarial no município.

As três solicitações apresentadas no documento, em resumo, são: “protocolos mais justos e mais humanos” para as empresas; “aquisição urgente da vacina” e “mais pelo menos 20% de leitos de UTI em Rondônia”.

O empresário e presidente da ACIC, Wallaci Machado, afirma que a carta é uma solicitação da associação para que os governantes ouçam e considerem a situação dos empresários de Cerejeiras. “Essas restrições severas estão matando pequenos negócios e destruindo renda e emprego no nosso município. Essa situação não pode continuar. O governo precisa entender que não são as empresas que estão fazendo as pessoas serem infectadas. As empresas tomam todas as medidas necessárias”, disse o presidente da ACIC.

CARTA ABERTA DOS EMPRESÁRIOS DO MUNICÍPIO DE CEREJEIRAS-RO
 
“O labor da criação é lento, árduo e maçante. O trabalho de destruição é rápido, fácil e recreativo.” Roger Scruton, filósofo inglês.
 
Ao Senhor Governador do Estado de Rondônia, Exmo. Sr. Coronel Marcos Rocha, à prefeita do Município de Cerejeiras, Ex.ma Sra. Lisete Marth, aos Exmos. vereadores, ao Comitê Municipal de Enfrentamento à COVID-19 deste Município, e à População de Cerejeiras.

Nós, os empresários do Município de Cerejeiras, institucionalmente representados pela Associação Empresarial de Cerejeiras (ACIC), geradores de emprego, renda e impostos neste Município, fazemos um apelo público para que ouçam a nossa reivindicação.  

Por sucessivas vezes, desde o mês de março de 2020, as nossas empresas têm sido alvo de sucessivos decretos que limitam o nosso trabalho e, muitas vezes, até o impedem (nos casos de alguns setores da economia classificados pelos gestores públicos como “não essenciais”). Em primeiro lugar, cumpre dizer que lamentamos as mortes pelo Covid, consideramos que se trata de uma doença realmente perigosa e estamos dispostos a fazer o que já estamos fazendo: aplicar medidas de prevenção nas nossas empresas.
 
No entanto, gostaríamos de chamar a atenção para o fato de que não há evidências científicas, de qualquer natureza, de que as pessoas possam ser infectadas no ambiente de nossas empresas. Ao contrário, a ciência tem mostrado que as infecções têm ocorrido em ambientes onde não se fazem a prevenção – como nas aglomerações clandestinas ocorridas nos finais de semana nas nossas cidades.

A restrição ao trabalho das nossas empresas, portanto, tem sido uma decisão autoritária dos governantes e não são tomadas com embasamento científico.

Diante disso, esta carta aberta reivindica três ações URGENTES por parte das nossas autoridades, desde a municipal até a estadual:

1. Adoção imediata de protocolos mais justos e mais humanos para as empresas, que atendam à necessidade de prevenção ao mesmo tempo em que mantenham a atividade da empresa em pleno funcionamento e que os empresários sejam ouvidos quando foram formular essas restrições;

2. Aquisição urgente, seja a que preço for, das vacinas contra a Covid. A esta altura, a aquisição dos imunizantes já se tornou um investimento econômico que poupará prejuízos posteriores;

3. Providência urgente de mais 20% de leitos de UTI no Estado de Rondônia e nos hospitais regionais, seja de forma permanente ou por “hospitais de campanha”, pois muitas vezes as restrições severas às empresas têm sido justificadas simplesmente pela falta de vaga nas UTIs – um problema de gestão publica cujo ônus é transferido para o empresariado. 4. Conscientes de que o nosso clamor será ouvido, despedimo-nos com as mais cordiais saudações.

Atenciosamente; Empresários do Município de Cerejeiras
 
 

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