13/07/2024 às 23h15min - Atualizada em 13/07/2024 às 23h15min

Ação investigativa da praga Amaranthus Palmeri é realizada para evitar ameaça à produção de soja no Cone Sul

Gazeta Rondônia

Com o objetivo de identificar se a praga Amaranthus Palmeri está ocorrendo no estado, o governo de Rondônia promoveu entre os dias 2 e 5 de julho, uma ação preventiva em todos os municípios da região Cone Sul. Trata-se de uma planta daninha exótica classificada como praga quarentenária de difícil controle, de crescimento rápido e extremamente agressivo, que representa grave risco à produção de soja, podendo comprometer até 90% da safra.

A prospecção investigativa foi realizada pela Agência de Defesa Sanitária Agrosilvopastoril (Idaron), por meio do Programa de Controle de Ferrugem Asiática da Soja (PROCFAS), que é vinculado à Gerência de Inspeção e Defesa Sanitária Vegetal da Idaron.


Para o governador de Rondônia, Marcos Rocha, a iniciativa é fundamental para proteger a produção agrícola, visto o risco que a planta daninha representa. “A importância da agricultura, uma das culturas de maior desempenho econômico na balança comercial do estado, é evidente em contribuição para a produção de alimentos, desenvolvimento sustentável, proteção ambiental e a melhoria das condições de vida das comunidades rurais”, salientou.

O gerente de defesa vegetal da Idaron, Jessé de Oliveira ressaltou que, “não foi detectada nenhuma planta da Amaranthus palmeri, o que é muito importante, visto que ela é de crescimento rápido e já apresenta resistência aos herbicidas. Uma única planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes e se for introduzida em solo rondoniense, os produtores podem ter grandes problemas.”

De acordo com o coordenador do PROCFAS, Rodrigo da Silva Guedes, como a dispersão das sementes ocorre por máquinas e implementos agrícolas, entre propriedades que cultivam algodão, soja e milho, a Idaron alerta os produtores quanto ao uso de maquinário utilizado em outros estados onde a praga está presente sem que seja realizada uma minuciosa limpeza e desinfecção do equipamento, dando sempre que possível, preferência para equipamentos novos.

“A primeira ocorrência dessa praga no Brasil ocorreu em 2015, entre os municípios de Tapurah e Sorriso, no Mato Grosso, em plantio de algodão. Por isso o levantamento da Agência Idaron foi concentrado no Cone Sul.”

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O coordenador do PROCFAS, explicou ainda, que a presença da planta no campo dificulta a colheita da soja e do milho, devido ao porte dela ser bem maior que as demais espécies de caruru, uma vez que, quanto mais velhas, as plantas ficam com o tronco mais lenhoso, o que danifica e até quebram as colheitadeiras.

PROSPECÇÃO INVESTIGATIVA 

Para realização do trabalho foram utilizados critérios técnicos, com prioridade às áreas produtoras de algodão, soja e milho, além de fazendas de confinamento de gado bovino, devido a dieta alimentar dos animais ser constituída na grande maioria das vezes de caroço de algodão.

No último caso, o risco reside na origem do caroço de algodão, que pode vir de áreas infestadas do estado do Mato Grosso.

A investigação estendeu-se ainda à propriedades de soja que realizam permuta de máquinas e implementos agrícolas (semeadura e colheita) entre Rondônia e Mato Grosso. Ao todo, foram visitadas mais de 30 fazendas.

Foram encontradas diferentes espécies de caruru, mas nenhuma da espécie Amaranthus Palmeri.

Na oportunidade, também foram realizadas atividades de educação sanitária, com orientações aos responsáveis técnicos das propriedades e das lojas agropecuárias de Cerejeiras, onde também foram apresentadas as principais características para identificação da praga.

Fonte: Secom.


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