Ex-funcionária relata assédio e propostas indecorosas de patrão

As funcionárias eram orientadas a vestirem roupas justas e recebiam propostas de 'saídas' por R$ 200

Gazeta Rondônia
12/11/2025 00h09 - Atualizado há 3 semanas

Uma ex-funcionária de um estabelecimento comercial de Paranaíba (MS) relatou que ela e outras funcionárias sofriam assédio por parte do patrão. As mulheres eram orientadas a vestirem roupas justas e recebiam propostas de ‘saídas’ por R$ 200. A vítima trabalhou no comércio por dois meses e deixou o emprego pelo constrangimento que passava.

Ela e outras funcionárias sofriam investidas do chefe, que chegou a fazer perguntas de cunho íntimo. O homem propunha encontros pagos e pedia para que as contratadas vestissem ‘calças legging justas’ e aparentassem ‘bonitas no trabalho‘. A mulher nunca denunciou, pois foi desestimulada pelas ex-colegas de trabalho.

Segundo o relato, os comportamentos impróprios começavam desde o processo de contratação. O gerente, sob orientação do proprietário, solicitava às candidatas o envio de fotos de corpo inteiro vestindo calças legging pretas, que seriam parte do uniforme. Algumas mulheres não passavam dessa fase.

Para as aprovadas, a segunda etapa era uma entrevista presencial. Nesse momento, segundo a ex-funcionária, o dono, que era casado, oferecia bebidas e, por vezes, fazia perguntas de cunho íntimo. Ele chegou a propor benefícios em troca de possíveis encontros, com propostas de R$ 200 por ‘saídas’.

A mulher conta que, no curto período em que trabalhou no local, foi vítima de investidas e propostas do patrão. Na época, em um grupo de mensagens de mulheres que trabalhavam no estabelecimento, o proprietário fazia comentários sobre a aparência das funcionárias. Ele as orientava a vestir ‘calças legging justas’ e aparentarem ‘bonitas no trabalho’.

O empresário chegou, ainda, a pedir que algumas funcionárias acompanhassem amigos dele durante o expediente. Elas se afastariam temporariamente das funções para sentar-se à mesa com os convidados.

Os casos relatados teriam ocorrido entre 2019 e 2020. A funcionária decidiu deixar o cargo em razão das situações de constrangimento. Hoje, ela não mora mais na cidade, e conta que nenhuma das mulheres que trabalhavam no estabelecimento no período permaneceram lá.

A vítima afirmou que foi desestimulada por pessoas próximas e ex-funcionárias do local a não denunciar, já que o patrão era rico, segundo o site RCN 67.

Fonte: MídiaMaxUol - Imagem ilustrativa.

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