Ex-ministro de Bolsonaro e deputados são alvos de nova fase da Operação Sem Desconto contra fraudes no INSS

Gazeta Rondônia
13/11/2025 20h38 - Atualizado há 3 semanas

O ex-ministro do Trabalho e Previdência Social, José Carlos Oliveira — que recentemente alterou seu nome para Ahmed Mohamad Oliveira — e ao menos dois parlamentares são alvos de uma nova etapa da Operação Sem Desconto. A Polícia Federal (PF) e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram a operação nesta quinta-feira (13) para investigar o suposto envolvimento deles na cobrança ilegal de mensalidades associativas de milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

José Carlos Oliveira, servidor de carreira do INSS, presidiu a autarquia de novembro de 2021 a março de 2022. Em seguida, assumiu o comando do Ministério da Previdência Social, onde permaneceu até o fim do governo Bolsonaro, em 31 de dezembro de 2022. Em depoimento à CPMI do INSS em setembro, ele havia afirmado que só soube da fraude em abril deste ano.

Parlamentares e ex-dirigente entre os investigados

A operação, autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, também atingiu o deputado federal Euclydes Pettersen Neto (Republicanos-MG) e o deputado estadual maranhense Edson Cunha de Araújo (PSB-MA), que foram alvos de mandados judiciais de busca e apreensão.

Euclydes Pettersen Neto é citado nas investigações da PF e da CGU por supostamente ter vendido um avião a uma das entidades associativas investigadas.

Edson Cunha de Araújo é vice-presidente da Confederação Brasileira dos Trabalhadores da Pesca e Aquicultura (CBPA), outra das associações sob investigação.

Mais cedo, a PF já havia informado a prisão do ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, sob a mesma investigação. A defesa de Stefanutto classificou a prisão como “ilegal” e manifestou confiança em provar sua inocência.

Escopo da Operação

A Polícia Federal e auditores da CGU estão cumprindo 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares em 15 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal e os estados de Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Os investigados respondem por crimes como:

Inserção de dados falsos em sistemas oficiais

Constituição de organização criminosa

Estelionato previdenciário

Corrupção ativa e passiva

Atos de ocultação e dilapidação patrimonial

Fonte: News Rondônia.

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