Irmã de prefeito é presa após ser condenada por bater cabeça do filho de 11 anos na parede

Advogada estava foragida da Justiça e foi detida no mesmo bairro onde mora o irmão

Gazeta Rondônia
15/01/2026 19h28 - Atualizado há 1 mês

Janaína Reis Miron, irmã do prefeito de São Paulo Ricardo Nunes (MDB), presa nesta quarta-feira (15/01) pelo Smart Sampa, havia sido condenada a oito meses de detenção em regime aberto por agredir o próprio filho de 11 anos. Ela estava foragida da Justiça e foi detida no mesmo bairro onde mora o irmão.

Ela foi denunciada por agredir a criança “por meio de mordidas no braço, puxões de cabelo, batidas da cabeça contra a parede e arremesso de objetos, causando-lhe lesões corporais de natureza leve descritas no exame de corpo de delito”, pelo que consta na decisão de abril de 2024.

Presa agora com o nome de Janaína Reis Miron, a advogada foi condenada como Janaina Reis Barbosa, seu nome de solteira – ela é filha de Maria do Céu Reis de Gouveia, mãe de Ricardo Nunes, e Rubens Benedito Costa Barboza.

Os fatos ocorreram em 2014: “Segundo o apurado, a ré fazia uso abusivo de bebidas alcoólicas e costumava agredir seus filhos. Na data dos fatos, sem razão aparente, passou a agredir seu filho (…) após o regresso da criança da escola”, diz a decisão judicial. O menino foi submetido a exame de corpo de delito que confirmou as lesões.

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À Justiça, a vítima — que naturalmente não terá o nome exposto nesta coluna — relatou que ficara de recuperação e estava estudando para as provas quando a mãe lhe pediu para limpar a comida que a irmã derrubara no chão. “Quando respondeu que não podia, iniciou-se uma discussão e, sem qualquer motivo, foi agredido por ela com mordidas, tapas e um cabo de vassoura, além de puxões de cabelo,“ contou em juízo.

Já o pai do menino, o policial militar Claudecir Messias Miron, que à época dos fatos estava separado de Janaína, contou que recebeu ligação do filho, trancado no banheiro, informando que havia sido mordido pela mãe, que esperava ele com um cabo de vassoura do lado de fora para continuar com as agressões.

“[Claudemir] Contou que foi buscar o filho acompanhado da polícia, com quem ingressou no condomínio, e que se dirigiram depois à delegacia e ao Instituto Médico Legal, onde foi realizado o exame de corpo de delito, que atestou a lesão correspondente à mordida”, afirma a decisão judicial. Depois disso, ele obteve a guarda dos filhos.

Em 2021, a ré foi beneficiada com a suspensão condicional do processo, mas teve a benesse revogada, em 2023, pois descumpriu as obrigações assumidas: mudou-se de endereço sem informar à Justiça. Em 2024, foi julgada sem apresentar defesa e condenada a oito meses de prisão em regime aberto.

Fonte: Metrópoles.


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