Professora morta a facadas dentro de sala de aula tinha 41 anos e também era escrivã da Polícia Civil de Rondônia

O suspeito é acadêmico do curso de direito e tinha sido reprovado por três décimos em semestre anterior

Gazeta Rondônia
06/02/2026 23h52 - Atualizado há 4 semanas

Na noite de sexta-feira (6) a comunidade acadêmica e jurídica de Porto Velho (RO) foi abalada por um crime que chocou a todos: o assassinato brutal de uma professora do curso de Direito, identificada como Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, que também exercia a função de escrivã na Polícia Civil de Rondônia. O ato de violência ocorreu dentro de uma instituição de ensino particular, um espaço que deveria ser seguro para o aprendizado e a formação de futuros profissionais.

A vítima, uma educadora respeitada, foi atacada pelo estudante, identificado inicialmente como João Júnior, cuja idade não foi divulgada. Segundo relatos, o ataque foi motivado por uma reprovação em uma disciplina no semestre anterior, onde a professora reprovou o aluno por uma diferença mínima de apenas três décimos na média final. Essa reprovação gerou uma revolta intensa no aluno, que parece ter alimentado um desejo de vingança.

Na primeira aula do novo semestre, o comportamento do acadêmico foi notável. Ele optou por sentar-se na primeira fila, um afastamento de seu habitual lugar nas últimas fileiras, e passou a observar a professora de forma fixa e intensa durante toda a aula. Esse comportamento, que pode ser interpretado como uma demonstração de hostilidade ou obsessão, levantou preocupações entre os colegas, que notaram a tensão no ar.

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Após o término da aula, com a sala já vazia, João Júnior fechou a porta e pediu um abraço à professora, um gesto que pode ser visto como traiçoeiro, dado o que se seguiu. Logo em seguida, ele a atacou com uma faca, desferindo vários golpes. O ato foi brutal e inesperado, levando a professora a ser socorrida em estado grave ao Hospital João Paulo II, onde, infelizmente, não resistiu aos ferimentos.

A Polícia Militar prendeu o suspeito em flagrante, e a Polícia Civil imediatamente iniciou um inquérito para investigar as circunstâncias do homicídio. A investigação se concentrará não apenas no ataque em si, mas também em possíveis desentendimentos anteriores entre o aluno e a professora, bem como no comportamento do estudante nos dias que antecederam o crime. É fundamental entender como uma situação acadêmica pode evoluir para um ato tão extremo e violento.

A tragédia gerou uma onda de comoção em Porto Velho, especialmente entre profissionais do Direito e da segurança pública. Muitos lamentaram a perda de uma servidora dedicada, que não apenas contribuía para a educação de jovens, mas também servia à sociedade como escrivã.

Fonte: Gazeta Rondônia.


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