Preso há 5 meses, jornalista que é réu por estuprar menino de 11 anos passará por audiência

Gazeta Rondônia
02/03/2026 23h04 - Atualizado há 4 dias

Nesta semana, está prevista para acontecer mais uma audiência do processo em que o jornalista Renan Lopes Gonzaga, de 36 anos, é réu pelo crime de estupro de vulnerável. Nesta segunda-feira (2), completam-se cinco meses que ele está preso por suspeita de abusar de um menino de 11 anos, em Campo Grande.

O jornalista foi denunciado pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) em novembro do ano passado. Isso porque o caso veio à tona após a vítima “desaparecer” no dia 1º de setembro.

Na data dos fatos, a mãe da criança registrou boletim de ocorrência por desaparecimento e a Polícia Civil iniciou as investigações, chegando até o apartamento do jornalista, que foi preso por estupro de vulnerável.

Assim, a Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente agendou para quarta-feira (4) mais uma audiência do caso, com o juiz Ronaldo Gonçalves Onofri.

Jogos de videogame, comida e acesso à piscina: esses eram os atrativos que o jornalista oferecia às crianças e aos adolescentes para irem ao seu apartamento, onde seriam aliciados pelo suspeito.

Quando preso, o acusado disse em depoimento que os meninos pediram para passar a noite no local. Ele ainda relatou que fez comida para os adolescentes e os alimentou, além de lavar as roupas deles.

O suspeito contou que os meninos ficaram jogando videogame, mas negou que tenha oferecido bebidas alcoólicas a eles. A investigação apontou que, no apartamento, ele estaria praticando atos libidinosos contra as vítimas.

Conforme o depoimento de Renan, foi oferecida uma viagem de carro por meio de aplicativo para que os adolescentes fossem embora por volta das 2 horas, mas eles teriam recusado. Na manhã seguinte, ao saber que um dos meninos era procurado, Renan chamou um carro de aplicativo para que eles fossem embora.

Na época em que a prisão foi noticiada, os moradores do condomínio onde morava o jornalista ficaram assustados e aflitos com o caso que ocorreu no residencial.

Em conversas no grupo de WhatsApp dos moradores, muitos pais com crianças pequenas falaram sobre a preocupação e falta de vigilância no prédio. “Eu nunca vi os seguranças durante o dia, só à noite”, disse uma das moradoras. Outra mensagem no grupo afirmou que o local é cheio de crianças e adolescentes sozinhos, sem supervisão.

Um morador chegou a falar que, quando passeava com sua cadela pelo condomínio, o animal se arrepiou ao passar perto do jornalista. Uma moradora relatou que a filha já teria contado a ela ter visto Renan várias vezes no parquinho.

“Que medo que dá, tem de ficar em cima mesmo”, falava uma mãe, sobre o cuidado com os filhos em condomínios. “Que loucura dentro do nosso condomínio”, dizia outro morador.

Fonte: MídiaMaxUol.


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