Investigador da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul foi condenado a 12 anos e 5 meses de prisão por estupro de vulnerável. O crime ocorreu em maio de 2024, na 1ª Delegacia de Aquidauana.
No dia 13 de maio de 2024, a mulher estava presa, sob custódia do policial, que fazia plantão na unidade. Conforme a denúncia, a vítima foi abusada pelo investigador, enquanto estava impossibilitada de oferecer resistência.
Desta forma, o crime é caracterizado como estupro de vulnerável. Além disso, a vítima tinha diagnóstico de transtornos psiquiátricos e fazia uso de medicação controlada. Ela também estava emocionalmente abalada quando foi presa, fatores que agravaram seu estado de vulnerabilidade.
Ainda de acordo com o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), o policial manteve a vítima na delegacia, mesmo sabendo que o delegado já a havia liberado. Isso para que pudesse abusar da mulher.
As provas reunidas incluíram registros das câmeras de segurança, depoimentos de testemunhas, laudo pericial do local, relatório psicossocial e o relato da vítima.
Assim, as imagens revelaram que o réu retirou a mulher da cela. Depois, levou-a por áreas internas restritas e permaneceu com ela por longo período em um ponto cego das câmeras.
Na sentença, o magistrado reconheceu duas agravantes: o crime praticado contra pessoa com transtorno psiquiátrico e o fato de a vítima estar sob custódia direta do policial responsável por sua proteção.
Por fim, o juiz determinou o pagamento de R$ 20 mil por danos morais e também a perda do cargo público do policial.
Fonte: MídiaMaxUOL.
