MONSTRUOSO: Ex-vizinho amarra mãe e mata menino autista de 4 anos com requintes de crueldade

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Ao lembrar do filho, Brenner Antony da Silva, de 4 anos, assassinado pelo ex-vizinho com golpes de ripa, Railda Franciely Silva Del Grande diz que o menino lutou pela vida desde o nascimento. Segundo ela, Brenner nasceu prematuro, aos cinco meses de gestação, precisou ficar entubado e passou por acompanhamento médico até se estabilizar completamente.

O menino também havia sido diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

No domingo (10), Dia das Mães, Brenner passou a tarde brincando e aproveitando o tempo com familiares. À noite, após Railda pedir que o filho entrasse em casa por causa do frio, Felipe Palhares Queiroz, de 23 anos, invadiu a residência da família e matou o menino, em Frutal (MG).

"Eu estava deitada no sofá e ouvi o barulho da ripa de madeira que estava com o Felipe. Ele entrou e anunciou o assalto, inicialmente achei que era brincadeira, mas ele me amarrou com um fio de extensão e levou para os fundos. O Brenner estava caladinho, nunca imaginei que ele fosse fazer algo contra meu filho, até eu ouvir o último choro dele", relembrou a mãe.

Railda relembrou que passou o Dia das Mães ao lado do filho e que, depois, o menino ficou brincando na calçada de casa.

"Como estava esfriando muito, eu falei pra ele dormir um pouquinho. A porta da minha sala ficou aberta, minha janela aberta e eu peguei no sono. Acordei com barulho no meu portão, pulando, falando que era um assalto", relatou a mãe.

Segundo o depoimento de Railda, após o anúncio do suposto assalto e de ser rendida, ela ofereceu um Pix ao invasor na tentativa de proteger o filho.

A mulher foi agredida, amarrada e levada para os fundos do imóvel. Segundo a polícia, foi nesse momento que o suspeito começou a agredir a criança.

Após o ataque, o homem colocou o menino em um saco plástico e abandonou o corpo a cerca de 150 metros da casa.

Segundo a Polícia Civil, ela viu o suspeito deixando a casa carregando um saco, mas não imaginava que o filho estava dentro.

"Eu falei para eles [vizinhos] pegarem o Brenner dentro da casa para mim, porque eu estava com medo de entrar. Aí as meninas falaram que a casa estava cheia de sangue e eu já comecei a desesperar. Eu falei, gente, então é meu filho que ele levou, é meu filho que ele levou [...] eu entrei em pânico, em desespero, eu não quis ver", contou Franciely.

De acordo com o delegado Fabrício Altemar, diante da situação, Railda ligou para uma prima pedindo por socorro. A prima então imediatamente saiu de casa para prestar socorro à mulher e foi nesse momento que ela viu Felipe andando pela rua arrastando o saco plástico.

Segundo ela, não imaginou que o sobrinho estivesse lá.

Momentos depois, Felipe abandonou o saco plástico em uma região de mata a 150 metros de onde o crime aconteceu. Os vizinhos foram até o local e resgataram a criança. Brenner foi socorrido em estado grave e levado ao Hospital Frei Gabriel, mas não resistiu aos ferimentos.

A mulher foi ouvida ainda na noite do crime e, segundo o delegado de plantão, Bruno Giovannini de Paulo, estava em estado de choque. O suspeito, apesar de confessar os crimes à PM, permaneceu em silêncio durante o depoimento na delegacia.

À Polícia Militar, o suspeito afirmou que matou a criança “por vingança”, alegando desentendimentos antigos com a mãe da vítima. A mulher disse que já não morava perto dele há cerca de cinco meses.

Os policiais militares localizaram o suspeito caminhando pelas ruas do bairro Vila Esperança. Segundo a Polícia Militar, moradores chegaram a se aproximar dele com enxadas, facões e pedaços de madeira, revoltados com os crimes, antes da chegada das viaturas.

O preso foi levado para a Delegacia de Plantão da Polícia Civil junto ao material apreendido. Ele teve a prisão ratificada pelos crimes de homicídio qualificado, tentativa de homicídio qualificado e maus-tratos a animais.

Segundo a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), Felipe foi encaminhado ao presídio de Frutal, onde permanece à disposição da Justiça. Ele já tinha passagem pelo sistema prisional em 2022 e foi investigado anteriormente por violência contra mulher, segundo a Polícia Civil.

O rapaz amarrou um cão da raça pitbull pelas patas e jogou o animal no lago da Praça Leda Campos Borges, conhecida como Praça dos Lagos. O cachorro pertencia à avó dele.

Após identificar o suspeito, a PM recebeu novas chamadas relatando que o mesmo homem teria agredido a mãe e o menino autista.

Na casa, os militares encontraram manchas de sangue espalhadas pelos cômodos, além da ripa de madeira e uma faca sobre o sofá.

O velório e o sepultamento de Brenner foram realizados na segunda-feira (11), no Cemitério Municipal de Frutal.

Fonte: G1.