A Prefeitura do município de Governador Jorge Teixeira divulgou nesta quinta-feira (27) os nomes das cinco pessoas que morreram em um grave acidente na BR-364, em Ouro Preto do Oeste. O veículo envolvido pertencia à Secretaria Municipal de Saúde (Semsau) e transportava profissionais e usuários do sistema municipal de saúde quando colidiu frontalmente com uma carreta.
Os nomes das vítimas e o vínculo institucional
A confirmação oficial detalhou o perfil de cada vítima, evidenciando que o acidente ceifou vidas ligadas diretamente à rede de cuidados do município. Segundo a prefeitura, os falecidos são:
Aparecido Tristão da Silva, 63 anos (motorista);
Sidineia Cardoso de Souza, 48 anos (servidora do município);
Valdete Tomaz de Souza Rocha, 55 anos (irmã da Sidineia);
Luciene da Silva Schiorlim, 32 anos (acompanhante);
e Admir Cevada Schiorlim, 58 anos (paciente).
A presença de dois servidores públicos, um familiar acompanhando o deslocamento e um paciente sob cuidados médicos transforma esta tragédia em um luto duplo: privado, para as famílias, e institucional, para a administração pública que perdeu parte de sua equipe em serviço.
A dinâmica da colisão em Ouro Preto do Oeste
A Fiat Toro da Secretaria de Saúde seguia em direção a Ji-Paraná quando bateu de frente com uma carreta que trafegava no sentido contrário. O acidente ocorreu na BR-364, trecho conhecido pelo intenso tráfego de veículos pesados que escoam a produção agrícola da região centro-sul de Rondônia. A violência do impacto frontal entre a caminhonete da Semsau e a carreta resultou em 4 óbitos instantâneos, impossibilitando qualquer ação de resgate pelas equipes de emergência que chegaram ao local.
Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) atuaram na liberação da via e nos procedimentos periciais. O trecho permaneceu interditado por horas, causando transtornos logísticos e emocionais na comunidade local e nos municípios vizinhos.
O impacto no serviço público e na família
A perda simultânea da servidora Sidineia Cardoso de Souza e de sua irmã, Valdete Tomaz de Souza Rocha, adiciona uma camada de dor extrema à tragédia. Duas gerações de uma mesma família foram vitimadas enquanto prestavam ou recebiam assistência de saúde, expondo a vulnerabilidade dos deslocamentos intermunicipais na malha viária estadual.
Além disso, a morte do motorista Aparecido Tristão da Silva e do paciente Admir Cevada Schiorlim, acompanhado por Luciene da Silva Schiorlim, demonstra que o risco na rodovia não discrimina função: todos estavam unidos pelo mesmo destino trágico dentro do veículo oficial.
A memória das vítimas e a segurança no transporte público
Cada nome divulgado representa uma história interrompida e um elo quebrado na rede de cuidado municipal. Servidores dedicados, familiares solidários e cidadãos confiando no sistema público foram ceifados em um instante de fragilidade viária.
Enquanto as causas técnicas são apuradas pela PRF, a pergunta que fica não é apenas sobre a falha mecânica ou humana, mas sobre como garantir que o deslocamento de quem cuida e de quem precisa de cuidado não se torne, novamente, uma sentença de morte na principal rodovia do estado.
Fonte: Painel Político.