22/04/2022 às 18h02min - Atualizada em 22/04/2022 às 18h02min

Padrasto de Eliza Samudio morre após semanas em estado vegetativo: 'Bruninho escolheu não ver ele morto

Gazeta Rondônia

Após mais de 50 dias internado, Hernane Silva de Moura, de 52 anos, marido de Sônia Fátima Moura e padrasto de Eliza Samudio, morreu nesta quinta-feira (21) na Santa Casa de Campo Grande. Hernane estava em estado vegetativo após diversas paradas cardiorrespiratórias, a causa da morte não foi divulgada pelo hospital.

Hernane é tido pela família como pai de criação de Bruninho.

 

“Bruninho está triste e escolheu não ver o pai morto, ele quis guardar na lembrança a imagem dele vivo”, lamentou Sônia ao g1.

 

O padrasto de Eliza teve a primeira parada cardíaca em 1º de março. Conforme Sônia, a reanimação durou 40 minutos. Para manter Hernane vivo, os médicos recorreram à intubação. No entanto, dois dias depois ele teve uma nova parada respiratória e as consequências da falta de oxigênio no cérebro atingiram níveis irreparáveis.

O menino de 12 anos é filho de Eliza Samudio e do goleiro Bruno Fernandes. Eliza desapareceu em 2010 e o corpo dela nunca foi encontrado. Bruno foi condenado por homicídio triplamente qualificado e pelo sequestro e cárcere privado do filho, recém-nascido na época do ocorrido. Em fevereiro deste ano, o goleiro inaugurou uma loja de açaí no Rio de Janeiro.

 

'Mais um momento de dor'

 

Sônia e Hernane estavam casados há 27 anos. Segundo ela, os bons momentos juntos nunca serão esquecidos, mas esse é ‘mais um momento de dor’.

 

“No momento mais difícil da minha vida, que foi a perda da minha filha, ele foi um ombro amigo que me sustentou em minha jornada. Agradeço a Deus por ter me contemplado com um parceiro e companheiro sempre preocupado em não nos deixar faltar nada”, disse.

 

“Agora é um momento de dor mas, sei que em breve essa dor tomará forma de saudade, e resta a nós guardar os bons momentos que vivemos juntos", completou Sônia.

 

Ajuda

 

Como Hernane era o único provedor da família, Sônia pede ajuda para custear os gastos domésticos até saber como se manterá com o neto Bruninho. Em 2022, o menino completou 12 anos sem nunca ter recebido pensão do pai, com o qual nunca teve contato, segundo a avó materna.

Desde a internação de Hernane, Sônia e Bruninho têm vivido com a ajuda de familiares. “Além dele [Hernane] ser o meu companheiro por 27 anos, que é uma vida, tem a questão da mãe dele também que mexe muito comigo. Ela já é uma senhora de 80 anos e agora está passando por esse período de dor, é difícil”, diz. Fonte: G1


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