25/03/2021 às 19h10min - Atualizada em 25/03/2021 às 19h10min

Em entrevista a Pedro Bial, Flordelis aponta filha Simone como mandante do assassinato de pastor Anderson

Gazeta Rondônia

Na quinta-feira, 25/3, Pedro Bial entrevista a pastora e deputada federal Flordelis, acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo. Anderson foi morto em junho de 2019 na garagem da casa onde morava com a deputada e os filhos.

Na conversa, Flordelis tenta explicar as contradições e os fatos que fizeram o Ministério Público do Rio de Janeiro considerá-la a mentora do crime. Ela também dá a sua versão para a trama familiar que explicaria por que duas filhas do casal tinham motivações para matar Anderson.

Além da deputada, foram acusados de participar do crime os filhos Flávio, Lucas, Simone, Marzy, Adriano, André e Carlos e a neta Rayane. Todos foram presos, menos Flordelis, porque ela tem imunidade parlamentar. Desde então, Flordelis usa uma tornozeleira eletrônica enquanto aguarda seu julgamento.

Com as novidades surgidas no caso, os holofotes se voltaram para Simone, fruto do primeiro casamento da deputada. Simone, que fez buscas na internet por termos como “envenenamento”, “matador de aluguel”, “veneno pra matar pessoa que seja letal e fácil de comprar”, disse em depoimento que a ideia do assassinato partiu dela e que entregou dinheiro a sua irmã Marzy para comprar a arma do crime – o que Marzy negou à Justiça.

A advogada de Simone diz que sua cliente assumiu ser a mandante do assassinato. O motivo seriam os abusos sexuais que supostamente ela sofria do padrasto. A acusação diz que as declarações de Simone não são suficientes para determinar que ela é a autora do crime, mas Flordelis, que alegou não saber dos abusos sofridos pela filha, endossa a versão.

"Além de estar com câncer, sofrendo com câncer, ela carregava isso sozinha, em silêncio, esses assédios, esses estupros. Ela carregava sozinha, Bial. Não estou defendendo ela, porque não concordo com o que ela fez. Eu discordo 100%. Ela não podia ter feito isso, não é matando que resolvemos os problemas."

Fonte G1

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