11/06/2024 às 16h16min - Atualizada em 11/06/2024 às 16h16min

Governo decide anular leilão que importaria 263 mil toneladas de arroz

Gazeta Rondônia

O governo federal anunciou nesta terça-feira (11) que decidiu anular o leilão realizado na semana passada para a compra de 263 mil toneladas de arroz importado, após fragilidades nas companhias vencedoras do certame. A informação é do presidente da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), Edegar Pretto, que disse que as empresas vencedoras do leilão não tinham capacidade técnica e financeira para ter participado do ato.

“As empresas são representadas por bolsas de mercadorias e, somente depois que o leilão é concluído, na hora de assinatura, é que ficamos sabendo quem são as empresas vencedoras. A partir da revelação, começou os questionamentos se verdadeiramente essas empresas teria as capacidades técnicas e financeiras par honrar os compromissos [do leilão]. E nós decidimos anular esse leilão”, afirmou Pretto.

 
“Vamos fazer um novo leilão e, quem sabe, em outros modelos, a fim de ter as garantias de que vamos contratar empresas que tenham as capacidades técnicas e financeiras”, acrescentou o presidente da Conab. Agora, o órgão vai contar com a parceria da Controladoria-Geral da União e da Advocacia-Geral da União.

O leilão foi realizado no início deste mês. De acordo com a Conab, foram comercializadas 263,3 mil toneladas do produto, o que representa 88% do volume estimado inicialmente. O valor movimentado no leilão foi de R$ 1,3 bilhão. Os lotes arrematados tiveram preço mínimo de R$ 4,98 e máximo de R$ 5 por quilo. Depois, o produto seria distribuído para 21 estados do país.

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Agora, toda a operação foi anulada. Não há, ainda, data para o novo leilão. “Um edital mais moderno, eficiente e transparente para poder atender a demanda de ter arroz suficiente para a população brasileira”, destacou o chefe da Conab. Questionado pelo R7 sobre quantas empresas não contemplaram os aspectos financeiros e técnicos, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, afirmou que “não interessa”. Depois, o ministro Paulo Teixeira, do Desenvolvimento Agrário, relatou que se trata da maioria.

Demissão na Agricultura

O ministro da Agricultura confirmou a saída do cargo do secretário de Política Agrícola, Neri Geller.
 
“Hoje pela manhã secretário o Neri Geller me comunicou, fez ponderação, quando o filho dele estabeleceu sociedade com esta corretora do Mato Grosso, ele não era secretário de política agrícola. A empresa não participou do leilão, nem nada que desabone ou gere qualquer tipo de suspeita. Mas que, de fato, gerou transtorno e, por isso, colocou seu cargo à disposição”.

Fonte: R7.


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