Um terremoto político sacudiu a capital piauiense na manhã desta quinta-feira, 3 de abril de 2025. A vereadora Tatiana Medeiros (PSB), eleita nas últimas eleições municipais, foi presa em sua residência, localizada na zona Leste de Teresina, durante uma operação deflagrada pela Polícia Federal (PF).
A ação, que mobilizou agentes desde as primeiras horas do dia, tem como objetivo apurar a suspeita de envolvimento da parlamentar com facções criminosas e possíveis crimes eleitorais relacionados ao pleito de 2024.
Segundo informações divulgadas pela PF, a operação cumpre mandados de busca e apreensão em diversos endereços ligados à vereadora e a outros investigados. A investigação aponta para a possibilidade de que Tatiana Medeiros tenha mantido vínculos com organizações criminosas, incluindo o uso de recursos ilícitos durante sua campanha eleitoral. Um dos alvos das buscas foi o Instituto Vamos Juntos, fundado pela vereadora, que já havia sido mencionado em operações anteriores como possível instrumento para lavagem de dinheiro.
A prisão de Tatiana Medeiros ocorre em um contexto de crescente tensão política no Piauí. Em dezembro de 2024, a PF já havia realizado a Operação Escudo Eleitoral, que resultou na apreensão de R$ 100 mil em espécie e na prisão de pessoas próximas à vereadora, incluindo seu companheiro, Alandilson Cardoso, suspeito de integrar a facção Bonde dos 40. Na época, Tatiana negou qualquer envolvimento com as acusações e afirmou estar sendo alvo de perseguição. Contudo, as novas evidências coletadas pela PF culminaram na sua prisão nesta manhã.
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A Polícia Federal informou que as investigações tiveram início após as eleições municipais de 2024, quando surgiram indícios de que uma liderança de facção criminosa teria financiado campanhas na capital piauiense. Além disso, a PF apura denúncias de arregimentação de eleitores e coação em comunidades vulneráveis, supostamente dominadas por grupos criminosos. Os materiais apreendidos hoje serão analisados para subsidiar a continuidade do inquérito, que permanece sob sigilo judicial.
O PSB, partido de Tatiana Medeiros, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso. Em nota anterior, emitida durante a Operação Escudo Eleitoral, a legenda afirmou que confiava na inocência da vereadora e que aguardaria o desenrolar das investigações. Já a Ordem dos Advogados do Brasil no Piauí (OAB-PI), onde Tatiana é registrada como advogada, declarou que tomou conhecimento da prisão pela imprensa e que acompanhará o caso de perto.
A prisão da vereadora reacende o debate sobre a influência do crime organizado na política local e levanta questionamentos sobre a integridade do processo eleitoral em Teresina. Moradores da capital expressaram choque e indignação nas redes sociais, enquanto lideranças políticas locais evitam comentários até que mais detalhes sejam revelados.
A operação da PF segue em andamento, e novas prisões ou desdobramentos podem surgir nas próximas horas. O caso promete manter Teresina no centro das atenções nacionais, enquanto a Justiça e as autoridades trabalham para esclarecer as graves acusações que pesam sobre Tatiana Medeiros.
Fonte: Painel Político.