07/08/2021 às 18h29min - Atualizada em 07/08/2021 às 18h29min

Especial Dia dos Pais: Médico cirurgião tem jornada paterna especial e cheia de afetividades

Gazeta Rondônia
Assessoria
O médico Eduardo Amoras Goncalves e suas duas filhas Bruna e Fernanda, também médicas. Foto: arquivo pessoal

Neste Dia dos Pais, a história do médico Eduardo Amoras Goncalves, paraense, de 59 anos, ganha um tom especial e serve de inspiração para a construção de uma jornada paterna em que o amor, o carinho e a união são as principais tônicas para o forte laço de afetividade. 

Pai de três filhas e um enteado, o médico perdeu o pai ainda jovem, aos 14 anos de idade, e teve de enfrentar esta ausência com serenidade no ambiente familiar. Ele conta que o pai teve apenas dois filhos homens, mas o sonho era de ter filhas. “Minha experiência na condição de pai foi acompanhar, justamente, uma gestação gemelar de duas meninas. Então, acho que isso foi, curiosamente, o fato mais expressivo na convivência de vida que tenho. Acabei realizando o sonho do meu pai”, disse. 

Eduardo é graduado pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), com especializações em cirurgia pediátrica, em urologia pediátrica e em cirurgia oncológica pediátrica. O médico integra, desde a inauguração, a equipe de profissionais que atua no Hospital Oncológico Infantil Octávio Lobo, em Belém, unidade do Governo do Estado, administrado pela entidade filantrópica Pró-Saúde.

Sobre o fato de conciliar a vida pessoal com a profissional, Eduardo lembra da época que morou por sete anos em São Paulo. “As crianças reclamavam muito porque eu tinha uma atividade intensa fora do ambiente familiar. Eu dizia a elas que tinha que ser assim, que o papai saia de casa para ajudar outras crianças doentes”. 

“Lembro-me que certa vez, quando elas (Bruna e Fernanda) tinham cerca de 5 anos de idade, disseram que queriam ser minhas pacientes, já que eu tinha mais tempo no trabalho do que com elas. E hoje as duas são médicas”, recordou.

Com o passar do tempo, o papel acabou se invertendo. “Atualmente, eu diria que elas têm pouco tempo para mim. Outro dia brinquei com elas sobre este assunto e disse: ‘vocês lembram que diziam que o papai tinha pouco tempo para vocês e hoje são vocês têm pouco tempo para o papai’. É bem curioso essa inversão que a vida traz para as nossas experiências, para o nosso amadurecimento”, observou. 

Eduardo acredita que o olhar para o seu papel de médico pode ter sido determinante para a influência na vida das filhas gêmeas. “Elas sempre foram cercadas por tio, mãe e pai médicos, essa influência foi muito forte. Apesar do distanciamento das horas trabalhadas longe da família, sempre tivemos uma relação carinhosa, afetuosa, pautada no regime de sermos felizes quando estamos juntos. Viajamos juntos e sempre que podemos estamos perto um do outro”.

O médico encara o papel de pai como uma condição especial. Poder comemorar o dia no atual contexto é mais que algo precioso. “Eu diria que é um privilégio festejar esse dia, porque nestes últimos dois anos foram muitas as perdas por conta deste vírus, desta maldita doença que assolou a humanidade”, pontua.

“Passamos por momento de muita tensão profissional ao enfrentarmos muita exposição que oferecia risco de contaminação, adoecimento e morte a todos nós. Então, eu posso dizer, seguramente, que foi uma experiência que consolidou sentimentos de amor e carinho e aproximou ainda mais a relação que tínhamos construído anteriormente”, observou.

O médico resume que sua atuação profissional como especialista em cirurgia pediátrica atende praticamente a todas as patologias que as crianças enfrentam. “Essa especialidade nos proporciona uma humanização diferenciada tanto para nossa vida profissional, quanto para a vida familiar na atuação como pai”, concluiu o médico.


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