PIMENTEIRAS DO OESTE: Prefeita e o marido são denunciados por fraude em licitação milionária com empresa de vereador

Gazeta Rondônia
06/02/2026 17h41 - Atualizado há 4 semanas

O Ministério Público do Estado de Rondônia investigou e apresentou denúncia de um caso de suposta fraude envolvendo três figuras públicas: o vereador de Porto Velho (RO) Antônio Marcos Mourão Figueiredo, conhecido como Marcos Combate (AGIR), a prefeita do município de Pimenteiras do Oeste, Valéria Aparecida Marcelino Garcia, e seu marido, Sérgio Maurício de Souza Alves. As acusações giram em torno de uma licitação no valor de R$ 1,1 milhão destinada à execução de serviços terceirizados na prefeitura.

A investigação aponta que o processo licitatório foi iniciado pela prefeitura, mas cancelado apenas dois meses depois. Esse cancelamento é um ponto crucial, pois levanta questões sobre a transparência e a legalidade das ações tomadas pelos envolvidos. O blog Entrelinhas relata que o vereador Marcos Combate, que também é empresário no setor de conservação e limpeza, entrou em cena após o cancelamento, o que pode indicar um favorecimento indevido.

A prefeita Valéria decidiu realizar uma contratação emergencial da empresa de Marcos Combate. Essa decisão é particularmente controversa, pois contraria os princípios da Lei de Licitações, que visa garantir a competitividade e a transparência nos processos de contratação pública. O contrato inicial foi assinado no valor de R$ 898.409,70, mas, surpreendentemente, apenas três dias depois, houve um aditivo de R$ 200.792,52.

Esse aumento no valor do contrato, especialmente a inclusão de um valor quebrado de R$ 792,52, gerou questionamentos. A equipe do blog Entrelinhas se perguntou se os R$ 200 mil adicionais eram realmente necessários para a execução do serviço ou se havia outras motivações por trás dessa decisão. A falta de clareza nesse aspecto alimenta a percepção de irregularidades.

O Ministério Público também destacou a condução da cotação de preços por Marcos Combate. Uma das empresas que participou da cotação não possuía sede física, o que levantou suspeitas sobre a sua legitimidade. Além disso, o endereço de outra empresa, a Companhia de Engenharia, simplesmente não existe. Essa situação sugere uma possível manipulação do processo licitatório, onde empresas fictícias poderiam ter sido utilizadas para dar a aparência de competitividade e legalidade.

Essas irregularidades são alarmantes e indicam uma falta de respeito pelas normas que regem as licitações públicas. O fato de um vereador, que não ocasião da contratação fraudulenta não havia sido eleito ainda, estar diretamente envolvido na condução da cotação de preços, especialmente quando ele mesmo é empresário no setor, é uma clara violação dos princípios éticos esperados de um empresário e atores envolvidos.

Após a apresentação da denúncia pelo Ministério Público, Marcos Combate teria reagido de forma agressiva, confrontando a polícia e o delegado Júlio César. É importante notar que o delegado não estava investigando o vereador, mas exercia uma função administrativa no Instituto de Previdência dos Servidores Públicos de Porto Velho (IPAM). O Sindicato dos Delegados emitiu uma nota expressando descontentamento com a postura do vereador, o que indica um clima de tensão entre as autoridades policiais e o legislativo local.

Diante da pressão e da repercussão negativa, Marcos Combate fez um discurso na Câmara Municipal, tentando se defender das acusações. No entanto, sua abordagem foi vista como um recuo, e muitos consideraram que ele não teve a coragem de assumir suas palavras e ações. Essa situação não apenas prejudica sua imagem, mas também pode impactar sua base de apoio político.

As acusações de fraude em licitações são extremamente sérias e podem resultar em consequências legais significativas para os envolvidos. Se o Ministério Público conseguir provar as alegações, os três acusados podem enfrentar penas severas, incluindo multas e até mesmo prisão. Além disso, podem ser desqualificados para ocupar cargos públicos no futuro.

A sociedade, por sua vez, deve acompanhar de perto o desenrolar desse caso, pois ele reflete questões mais amplas sobre a corrupção e a falta de transparência na administração pública. A confiança nas instituições e nos representantes eleitos é fundamental para a democracia, e casos como esse podem minar essa confiança.

O caso de Marcos Combate, Valéria Marcelino e Sérgio Alves é um exemplo claro de como a corrupção pode se infiltrar nas estruturas de poder. A investigação do Ministério Público é um passo importante para garantir que haja responsabilização e que a lei seja cumprida. A sociedade deve permanecer vigilante e exigir transparência e ética de seus representantes, para que casos como esse não se tornem comuns. A luta contra a corrupção é uma responsabilidade coletiva, e cada cidadão tem um papel a desempenhar nesse processo.

Click no link abaixo e veja os documentos na íntegra:

https://drive.google.com/file/d/1elDkvlULQ90mh5r2lz7m3QrgoDz5w9E8/view?usp=sharing

Fonte: Blog Entre Linhas / https://www.facebook.com/share/p/1C9kM5vTvL/.


FONTE: Blog Entre Linhas
  • Ir para GoogleNews
Notícias Relacionadas »
Comentários »
Comentar

*Ao utilizar o sistema de comentários você está de acordo com a POLÍTICA DE PRIVACIDADE do site https://gazetarondonia.com.br/.