05/02/2022 às 15h51min - Atualizada em 05/02/2022 às 15h51min

Ruim para saúde e para meio ambiente, consumidor usa meio milhão de sacolas plásticas por mês e eleva custos dos pequenos negócios em Cerejeiras

Supermercadista afirma que costume de usar sacolinhas está muito enraizado na população. Hábito nocivo já está sendo abandonado no mundo. Alternativas práticas podem substituir as sacolinhas

Rildo Costa

Rildo Costa

Jornalista e Publicitário

Gazeta Rondônia
Sacola plástica jogada em aterro de Cerejeiras. O município conta com uma coleta seletiva, mas moradores ainda não descartam 100% das sacolinhas de forma correta. (Foto: Rildo Costa)
A população do município de Cerejeiras consome até meio milhão de sacolas plásticas de supermercados todos os meses.

E o pior: o consumidor as usa apenas em um breve momento da compra, que vai do trajeto do marcado até em casa.

Segundo dados dos supermercadistas do município, um mercado de médio porte chega a entregar para o consumidor uma média de 391 mil sacolas plásticas por mês.

Traduzindo em custo financeiro, todos os supermercados cerejeirenses, incluindo os pequenos como as mercearias e os mercadinhos de bairro, a população do município consume uma média de até R$ 60 mil mensais só em sacolinhas.

Cada sacola custa em média R$ 0,25, cujo custo é pago pelos supermercadistas, que se veem obrigados e incluir a despesa no preço dos produtos.

“Eu chego a ter uma despesa de R$ 8 mil em sacolas. É muita coisa para um mercadinho do tamanho do meu”, disse um comerciante cerejeirense, dono de uma mercearia.

Além do custo financeiro, as sacolinhas têm um efeito muito negativo no meio ambiente e na saúde das pessoas.

Fabricadas de polietileno, propileno e polipropileno, as sacolas plásticas emitem substâncias cancerígenas quando estão entram em contato com alimentos – e muitos consumidores reaproveitam-nas como embalagem para carne no congelador, por exemplo.

O material, embora reciclável, geralmente são lançados na natureza. Especialistas afirmam que uma sacola plástica pode demorar até 450 anos para se decompor.

“Os consumidores ainda sentem muita comodidade com as sacolas plásticas. Mas se pensássemos a gente aboliria este uso. O benefício das sacolinhas é muito pequeno diante do custo econômico, ambiental e de saúde”, diz o supermercadista Vanderlei Betoni, que já implantou iniciativas de uso de sacolas ecológicas na empresa dele ainda por volta de 2012.
 
O município conta com uma coleta seletiva, mas moradores ainda não descartam 100% das sacolinhas de forma correta. Além disso, muitos moradores usam as sacolas para embalar lixo orgânico, dando um destino nada ecológico para as sacolas plásticas.
A sociedade cerejeirense precisa tomar uma atitude em relação às sacolas plásticas.

A atitude mais radical, mas a mais eficaz, é abolir o uso delas.

O uso de sacolas ecológicas (feitas de tecido) e caixas de papelão para levar as compras do supermercado é a melhor alternativa às sacolinhas plásticas.

Em diversos lugares do mundo as sacolinhas já foram abolidas. Belo Horizonte foi a primeira capital do país a aboli-la, através de um projeto de lei municipal. Rio de Janeiro e São Paulo também fizeram o mesmo.

Em localidades menores, a ideia também está pegando. São Caetano do Sul, em Santa Catarina, aboliu as sacolas plásticas em 2015, também através de um projeto de lei, sendo a primeira cidade de interior a fazer isso no Brasil.

O Chile foi o primeiro país da América do Sul a fazer o mesmo.

No Senado brasileiro há dois projetos de lei tramitando. Um deles foi apresentado no projeto Jovem Senador, em que estudantes passaram um período no Senado Federal trabalhando como “senador”.

O uso das sacolas plásticas, que são feitas só para atender a conveniência de um brevíssimo momento, é nocivo em vários aspectos.

A tendência é que elas desapareçam no dia a dia do consumidor em todas as partes do mundo. Seria muito bom se o consumidor cerejeirense se lançasse na frente desta tendência mundial e abandonasse esse hábito extremamente prejudicial.

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